Métodos do Tarot – O que ter e como organizar sua mesa

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Cartas do Tarot of the Mermaids de Lo Scarabeo

Quando primeiro adquirimos um deck de Tarot, fascinados sobre todas suas possibilidades, é comum que estudemos muito e, após um tempo, tentemos arriscar algumas jogadas pessoais. Nestes primeiros passos é comum que surjam muitas dúvidas sobre tudo, assim como questionamentos sobre estarmos fazendo algo de errado ou não.

O importante, no início, é termos a consciência de que não existe um único método de se trabalhar com as cartas. Elas, em si, não são ligadas a nenhuma religião, espiritualidade ou tradição esotérica específica. Apesar de termos, em nosso inconsciente, uma ligação muito forte entre o Tarot e a figura da cartomante cheia de velas, cristais e incensos, ele não exige de nós conhecimentos e proficiência com o oculto para que possamos desenvolver seus métodos. Inclusive, muitos profissionais o usam como uma ferramenta arquetípica, se debruçando em uma linha mais terapêutica, voltada ao auto conhecimento interno e psicológico, sem nenhum toque esotérico envolvido.

Ganhamos fluência na linguagem simbólica das lâminas do Tarot através da dedicação ao seus estudos, muito mais do que com trabalhos de conotação espiritual. Estes servem e se aplicam muito mais a nós, como indivíduos que podem ou não carregar crenças espirituais, do que as lâminas em si. A consagração das cartas, como já demonstrei aqui e aqui, fica a critério da crença daqueles que a praticam. Bem como todo o resto dos cuidados e práticas energéticas que podemos ter. Se somos umbandistas, provavelmente iremos aprender um método de se lidar com as cartas muito diferente dos métodos de uma ordem hermética. Ambos podem funcionar, dependendo do preparo e da dedicação de seus praticantes.

Como aqui no Lunário, e em minhas práticas pessoais, eu me alinho a bruxaria natural, darei algumas dicas e instruções dentro desta visão. Se você possui outro tipo de crença, fique a vontade para estudar e buscar o que mais irá contribuir para a sua prática particular!

Vamos lá?

A Toalha: O primeiro ponto ao qual nos remetemos quando pensamos em preparar um local para a abertura de um Tarot é em termos uma toalha específica para os jogos, não é mesmo? Apesar de não ser obrigatório, e cada linha indicar alguma cor ou tamanho próprios para elas, é realmente útil possuirmos uma. Assim garantimos uma superfície limpa e segura onde podemos espalhar nossas cartas tranquilamente, sem o perigo de as sujarmos inadvertidamente. Compre aquela cuja cor, a estampa (caso tiver) e o tecido mais te agradem. Consagre-a se sentir necessidade, sendo essencial apenas a deixar sempre limpa e bem cuidada.

Os Quatro Elementos: Constituindo a base do nosso Universo, é comum que chamemos as forças do Ar para nos auxiliar na lucidez do nosso intelecto, as forças da Água para guiar e fortalecer nossa intuição, as forças da Terra para nos centrar e as forças do Fogo para nos proteger e transmutar todas as energias que serão trabalhadas durante os jogos.

O Ar: Trabalhando nosso raciocínio e lógica, podemos o representar muito bem através de incensos, aromatizadores, penas e sinos colocados ao Leste.

A Água: Sendo um elemento purificador, muito ligado as práticas oraculares, podemos a representar facilmente por sua própria presença em um copo ou taça transparente posta na direção Oeste. Também podemos usar conchas, perfumes, e toda sorte de representações dos seus pontos naturais como fontes, rios e mares.

A Terra: Como aquela que nos firma e fortalece, podemos trazer sua força para perto de nós com toda sorte de cristais, flores, e até mesmo com pequenos vasos de plantas que conseguimos ter, na direção Norte.

O Fogo: Nos concedendo iluminação, coragem e proteção, temos a presença deste elemento majoritariamente na presença das velas, que podem ser postas na direção Sul.

Você precisa colocar os elementos sempre nestas direções? Não. Estas são apenas as direções mais usadas para cada elemento, se você não faz parte de alguma religião ou caminho espiritual que diga que você precisa se valer dessa correspondência, não existe nenhuma obrigatoriedade. É bom ter as quatro representações? Sim. Mas não precisa ser necessariamente nesta ordem.

A Adaga: Outro objeto bastante usado, principalmente para aqueles que usam o Petit Lenormand em conjunto com alguma linha cigana dentro da Umbanda, são os punhais e as adagas. Geralmente colocadas com a ponta afiada voltada para o consulente, eles simbolizam a proteção energética. Podem ser consagradas para cortar qualquer energia vampírica ou deletéria que possa vir a querer atrapalhar o andamento dos nossos jogos e atividades e também para criarmos círculos de proteção em nossos ambientes, se assim sentirmos necessidade.

Caso você trabalhe com alguma divindade, guia ou entidade, geralmente é bom ter representações dessas forças no espaço que você dedica as cartas. Isso pode trazer uma carga de proteção e conexão especial ao seu desenvolvimento. O mesmo vale para símbolos ou objetos de quaisquer crenças ou fé que você tenha e pratique. Procure adequar o seu espaço sempre segundo aquilo que você desenvolve, com muito respeito e consciência. Nunca coloque nada apenas por estética ao seu redor, saiba o peso e a intenção de cada objeto usado. Tenho certeza que assim você construirá, pouco a pouco, um espaço muito especial que reflita sua personalidade e seu estilo de abordagem a esse oráculo tão amado que é o Tarot.

Até mais!

Métodos do Tarot – O Templo de Afrodite

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Templo de Afrodite feito com o Petit Lenormand

Sendo uma técnica clássica para análises de relacionamentos, levando o próprio nome da deusa grega do amor, o Templo de Afrodite é um jogo de sete cartas que examina os três níveis de uma dinâmica amorosa, o mental, o sentimental e o sexual.

Neste jogo as cartas são dispostas em duas colunas, a direita (com as cartas 1, 2 e 3) sendo relacionada ao consulente e a esquerda (com as cartas 4, 5 e 6) com a pessoa com a qual o consulente se relaciona.

Nas Casas 1 e 4 temos o plano mental, o que ambas as pessoas da relação analisada pensam, tanto um sobre o outro como sobre a relação em si. Aqui vemos as intenções e motivações racionais do casal.

Nas Casas 2 e 5 temos o plano sentimental, aqui vemos os sentimentos de ambas pessoas analisadas. Independentemente do que pensam, o que elas estão de fato sentindo um pelo outro, e o que desejam.

Nas Casas 3 e 6 temos o nível físico, ou sexual. Aqui encontraremos a atração, a química e a libido do casal. Se anda bem, se não, se é preciso se atentar a algo, dicas do que é necessário para melhorar e etc. Também podemos ver a parte prática da dinâmica entre os dois, como agem um para com o outro, como se expressam através de suas atitudes.

E na Casa 7, carta final e central, temos tanto um conselho geral quanto também um prognóstico futuro sobre a relação e o que está para vir para a vida de ambos.

Sendo um jogo profundo e completo, o Templo de Afrodite faz o raio-x necessário para tirar a maioria das nossas dúvidas em relação às questões do coração.

Deseja uma consulta profissional? Me mande uma mensagem pelo e-mail olunariotarot@gmail.com para agendar um horário de atendimento comigo. Até mais!

Métodos do Tarot – A Mandala Astrológica

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Mandala Astrológica feita com o baralho Petit Lenormand

Podendo também ser conhecida como Mandala da Vida, a Mandala Astrológica é uma das técnicas mais tradicionais para se jogar tanto Tarot quanto oráculos de cartas num geral. Sendo um jogo onde dispomos 12 lâminas em uma estrutura circular, podendo ou não ter uma última no seu centro como síntese, nela nos guiamos pelas doze casas e doze signos da astrologia para realizarmos nossa leitura.

Assim como cada casa zodiacal em um mapa astral pode revelar um aspecto diferente de nossas personalidades e caminhos de existência, a Mandala esclarece cada um desses departamentos aliando o significado da casa com o Arcano que nela se revela. Desta forma, é possível responder amplamente todas as questões que forem apresentadas durante sua consulta.

No mapa de uma Mandala, através dos significados de cada casa zodiacal, temos as respostas para cada departamento de nossas vidas, desde nossa personalidade e jeito de ser no mundo, até o amor, a família, nossa saúde, vida social, viagens, carreira e amizades, como segue:

  • Casa 1 (Áries): Aqui vemos o momento atual de quem se consulta através do jogo. Como as coisas estão, como a pessoa reage ao seu meio, como é sua personalidade, temperamento e senso do ”eu”.
  • Casa 2 (Touro): Nesta casa temos o dinheiro e os bens, como os conquistamos e como os gerimos. Nossa administração é correta? Temos algum empecilho na área? Como podemos melhorar? Aqui teremos as respostas.
  • Casa 3 (Gêmeos): A nossa comunicação, o nosso lado intelectual, e também nosso tino para o comércio. Aqui vemos como nos comunicamos, como fazemos trocas e acordos, como aprendemos e o quanto estamos ou não sendo astutos e pontuais em nossas dinâmicas.
  • Casa 4 (Câncer): Aqui temos nossas raízes. Falando do lar e daquilo que recebemos e carregamos de nossa família, podemos ver como questões da infância se propagam até o momento, e como andam as relações familiares.
  • Casa 5 (Leão): É a casa onde nos deparamos com nosso brilho pessoal. Como anda nossa criatividade, nossa capacidade de sermos calorosos e magnéticos. Amores, diversão e filhos também são temas dessa casa.
  • Casa 6 (Virgem): Aqui temos o cotidiano, a rotina. Se ela está saudável, se está sufocante, se temos ou não um bom ambiente de trabalho e como anda nossa saúde.
  • Casa 7 (Libra): É a casa do casamento, ou pelo menos das relações mais sérias e estruturadas. Vemos aqui como andam nossos relacionamentos amorosos, nossos contratos, e os possíveis conflitos, ou harmonia, neles.
  • Casa 8 (Escorpião): Muito ligada ao nosso nível sexual, aqui também falamos de transmutação. Na casa de Escorpião achamos o veneno que pode nos corroer, e a cura que pode nos transformar.
  • Casa 9 (Sagitário): Aqui temos nosso nível filosófico, como encaramos e respondemos a vida. Quais são nossas maiores motivações, crenças, predisposições religiosas e interesses. Também podemos ver aqui viagens e estudos superiores.
  • Casa 10 (Capricórnio): É a casa do nosso prestígio profissional e social. Vemos aqui nossos empreendimentos, nossa jornada profissional, o que precisamos fazer para melhorar e como podemos nos elevar.
  • Casa 11 (Aquário): Falando das nossas amizades e associações pessoais, aqui analisamos planos, projetos, e como influenciam as pessoas ao nosso redor.
  • Casa 12 (Peixes): Aqui temos o espiritual, nossa relação e experiência com este plano, nossas limitações, e o quanto somos ou não altruístas. Recados de nossos guias podem facilmente serem passados nesta casa, tanto positivos quanto os alertas contra o perigo.

Assim como os próprios signos que as regem, as casas 1, 5 e 9 (Áries, Leão e Sagitário) são pertencentes ao Elemento Fogo. Nelas estão nosso entusiasmo, temperamento, inciativa e magnetismo. As casas 2, 6 e 10 (Touro, Virgem e Capricórnio) são pertencentes ao Elemento Terra. Elas contém nossa perseverança, nossa firmeza, e também nossa parte material e nossa saúde física. As casas 3, 7 e 11 (Gêmeos, Libra e Aquário) são pertencentes ao Elemento Ar. Elas falam sobre nosso raciocínio, nossa comunicação e imaginação. E as casas 4, 8 e 12 (Câncer, Escorpião e Peixes) são pertencentes ao Elemento Água. Elas representam nossas emoções, família, e espiritualidade.

As casas Angulares são as 1, 4, 7 e 10, nelas estão nossas forças positivas, nossa capacidade de iniciativa e força de ação. As casas Fixas são as 2, 5, 8 e 11 trazendo nossa força receptiva, tanto de sustentação quanto de conservação (pessoal ou familiar). E as casas Mutáveis são as 3, 6, 9 e 12 trazendo em si nossa capacidade de renovação e também os aprendizados que são necessárias.

O melhor momento para fazermos uma Mandala Astrológica é quando necessitamos de orientação, sendo num geral ou em pontos específicos da nossa vida. Precisa de uma consulta profissional? É só entrar em contato comigo pelo e-mail olunariotarot@gmail.com e agendar um horário comigo. Até mais!